set 28, 2026 / Por Vivian Bermurdes / em História dos Papéis
Poucas histórias atravessaram gerações com tanto encanto quanto Alice no País das Maravilhas. Criada pelo escritor inglês Lewis Carroll, pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson, a história de Alice surgiu em 1865 e rapidamente se tornou um dos grandes clássicos da literatura infantil.
Mas Alice não ficou apenas entre as páginas dos livros. Ao longo dos anos, a menina que caiu na toca do coelho conquistou o cinema, a televisão, os brinquedos, as roupas, os objetos de decoração e, é claro, a papelaria.
E foi assim que Alice também encontrou seu caminho para o mundo dos papéis de carta.
A história começa quando Alice, entediada ao lado da irmã, vê um Coelho Branco correndo apressado e falando consigo mesmo. Curiosa, ela decide segui-lo e acaba caindo em uma longa toca, chegando a um lugar completamente diferente de tudo o que conhecia.
No País das Maravilhas, Alice encontra personagens inesquecíveis: o Coelho Branco, o Chapeleiro Maluco, o Gato de Cheshire, a Lagarta, a Rainha de Copas e muitos outros.
Tudo naquele mundo parece desafiar a lógica. O tamanho de Alice muda, o tempo se comporta de maneira diferente e as conversas parecem não fazer sentido. E talvez seja justamente essa mistura de fantasia, humor e estranheza que tenha feito a história continuar encantando crianças e adultos por tantas décadas.
Com o passar dos anos, a imagem de Alice se tornou tão reconhecível que passou a ilustrar uma infinidade de produtos.
Na papelaria, sua presença ganhou um charme especial. As ilustrações de Alice, do Coelho Branco, das cartas de baralho e dos personagens do País das Maravilhas começaram a aparecer em cadernos, agendas, envelopes, cartões e diversos outros artigos.
Entre eles estavam os papéis de carta.
Para quem viveu a época em que trocar cartas e papéis de carta fazia parte do cotidiano, encontrar uma folha decorada com Alice era como abrir uma pequena porta para outro mundo. O papel deixava de ser apenas o lugar onde uma mensagem seria escrita. Ele também ajudava a contar uma história.
Os papéis de carta tinham uma característica muito especial: cada coleção carregava uma identidade própria.
Havia papéis delicados, coloridos, românticos, divertidos e cheios de personagens. Alguns traziam apenas pequenas ilustrações; outros transformavam toda a folha em um cenário.
Alice combinava perfeitamente com esse universo.
A menina curiosa, os relógios, as cartas, as flores, o chá e os personagens fantásticos ofereciam às ilustradoras inúmeras possibilidades. Por isso, ao longo dos anos, Alice apareceu representada de muitas maneiras diferentes, dependendo da época, do país e do estilo de cada coleção.
E é justamente essa variedade que torna esses papéis tão interessantes para os colecionadores.
Para quem não conhece o colecionismo, pode parecer curioso guardar folhas de papel que muitas vezes nunca serão usadas.
Mas quem coleciona sabe que existe muito mais por trás de uma folha.
Um papel de carta pode registrar uma época, uma tendência artística, uma personagem querida ou até uma lembrança da infância. Pode lembrar uma troca de cartas entre amigas, uma coleção que demorou anos para ser completada ou simplesmente aquele sentimento de entrar em uma papelaria e ficar encantada diante de tantas opções.
No caso de Alice, existe ainda o encanto de uma personagem que nasceu na literatura no século XIX e continuou sendo reinterpretada por diferentes gerações.
Mais de um século depois de sua criação, Alice continua atravessando gerações.
Algumas pessoas conheceram a personagem através do livro. Outras chegaram até ela pelo cinema, pelos desenhos, pelos brinquedos ou pela papelaria. Para os colecionadores de papéis de carta, algumas dessas lembranças podem estar guardadas dentro de uma pasta, protegidas cuidadosamente ao lado de tantas outras folhas especiais.
E talvez seja essa uma das partes mais bonitas do colecionismo: perceber que objetos aparentemente simples podem carregar histórias enormes.
Uma folha de papel pode guardar uma personagem, uma época e uma lembrança.
E quando essa folha traz Alice no País das Maravilhas, basta olhar para ela para lembrar que, no mundo dos papéis de carta, também existe espaço para cair na toca do coelho e viajar para um lugar onde a imaginação não tem limites.
Porque alguns papéis não são apenas colecionados. Eles também contam histórias.
out 07, 2026 por Vivian Bermurdes
set 09, 2026 por Vivian Bermurdes
